Sugestões de atividades para médicas gestantes em teletrabalho

Considerando a Lei No 14.151, de 12 de maio de 2021 que dispõe sobre o afastamento da empregada gestante das atividades de trabalho presencial durante a emergência de saúde pública de importância nacional decorrente do novo coronavírus, sem prejuízo de sua remuneração e que a empregada afastada nos termos do caput deste artigo ficará à disposição para exercer as atividades em seu domicílio, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho a distância.;


Considerando as médicas gestantes homologadas nos editais vigentes do Programa Mais Médicos para o Brasil;

A Comissão Coordenadora Estadual de Goiás do Programa Mais Médicos para o Brasil– CCE/GO - PMMB sugere neste documento, as atividades a serem executadas pelas médicas gestantes em teletrabalho.

O uso da telemedicina tem se difundido em vários serviços. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos estima que mais de 60% de todas as instituições de saúde e 40 a 50% de todos os hospitais nos Estados Unidos atualmente usam alguma forma de telessaúde. Consultas em vídeo em tempo real com especialistas externos em áreas como cardiologia, dermatologia, psiquiatria e saúde comportamental, gastroenterologia, doenças infecciosas, reumatologia, oncologia e orientação ponto a ponto.

Considerando que o Conselho Federal de Medicina deu parecer da legitimidade de conversas pelo WhatsApp entre médicos e pacientes já recebendo assistência, para tirar dúvidas; tratar de aspectos evolutivos; passar orientações e intervenções de caráter emergencial; analisar exames; enviar atestados; discussão sobre vacinas; lembrar de consultas e de pré-natal, esse é um meio possível de atendimento. Esses serviços remotos podem ser realizados por gestantes afastadas pela contingência da pandemia.

A combinação de ferramentas de comunicação remota (como teleconsulta, telessaúde, troca de informações direta por aplicativos de mensagens) pode possibilitar atividades remotas para essas profissionais da seguinte forma:

1. Acompanhamento de pacientes com síndrome gripal (com ou sem resultado positivo para a COVID-19 - e sem sinais de gravidade), podem ser acompanhados via remota durante 14 dias do isolamento domiciliar.

2. Reforço de orientações aos pacientes em isolamento e aos seus cuidadores; identificação precoce de pacientes com sintomas gripais, assim como, auxiliar a equipe no monitoramento dos pacientes a cada 48 horas, preferencialmente por telefone ou aplicativo de mensagens, informando a equipe o agravamento do quadro ou mudança nos sintomas. Deve orientar atendimento médico presencial se o paciente desenvolver quaisquer sintomas, particularmente, febre, tosse ou falta de ar.

3. Atendimento remoto no pós-COVID-19, especialmente àqueles pacientes convalescentes das formas graves da doença, avaliando necessidade de encaminhamento para reabilitação psicológica, nutricional, motora e pulmonar.

4. Acompanhamento remoto de casos após a alta de longos períodos de internação em unidades de terapia intensiva com hipermetabolismo, imobilização prolongada e grande stress psicológico para serviços especializados.

5. Estabelecimento de um canal de comunicação remoto com cada família, que possibilitaria vigilância e apoio aos pacientes crônicos, educação em saúde através do envio de informações, áudios ou vídeos para as pessoas e suas famílias. Uma vez identificada uma situação que necessite de intervenção, o médico poderá discutir a demanda com a equipe para definir planos de ação.

6. Acionar atendimento móvel de urgência e retaguarda para internação em caso de intercorrências e necessidade de hospitalização, por meio de contato telefônico com a equipe,. 7. Prescrever continuidade de tratamentos ambulatoriais ou após internações, como no caso de antibioticoterapia para evitar internações;

8. Realizar triagem de cuidados primários e intervenções como aconselhamento, prescrição e gerenciamento de medicamentos e gerenciamento de tratamento de longo prazo para diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência cardíaca congestiva, por telefone, e-mail e videochamada;

9. Intervenções remotas em áreas como educação em saúde, indicação de atividade física, monitoramento de dieta, avaliação de risco à saúde, adesão à medicação e aptidão cognitiva; 10. Poderá fazer controle diário dos pacientes evitando neste momento visitas desnecessárias, inclusão de pacientes que demandem avaliação de condições agudas, crônicas agudizadas ou em processo de agravamento possam ser adequadamente inseridos na possibilidade de realização do cuidado remoto ou encaminhamento em tempo hábil para serviços de urgência.

Referências 1. PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS, 2020. WhatsApp para Centros de Saúde. Disponível em: http://www.pmf.sc.gov.br/ 2. PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS, 2020.Guia de vídeo consulta para médicos e enfermeiros. Disponível em: http://www.pmf.sc.gov.br 3. 10.1056/NEJMsr1503323. Disponível em https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29045204/ 4. SAVASSI LRM et al. Recomendações Atenção Domiciliar e COVID-19 8 Rev Bras Med Fam Comunidade. Rio de Janeiro, 2020 Jan-Dez; 15(42):2611. Disponível em: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2611

Goiânia – GO, 29 de junho de 2021.

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